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ABRIL 2014 N° 2 Volumen 4

Qualidade de vida relacionada à saúde do paciente com estoma intestinal secundária ao câncer cólon-retal

Sección: Originales

Cómo citar este artículo

Yuriko Kameo S, Okino Sawadaa N. Qualidade de vida relacionada à saúde do paciente com estoma intestinal secundária ao câncer cólon-retal. Rev. iberoam. Educ. investi. Enferm. 2014; 4(2):19-26.

Autores

1Simone Yuriko Kameo, 2Namie Okino Sawadaa

1Docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) de Aracaju, Sergipe (Brasil).
2Docente  Associada do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Brasil).

Contacto:

Email: simonekameo@hotmail.com; sawada@eerp.usp.br

Resumen

Calidad de vida relacionada con la salud de los pacientes con estoma intestinal de colorrectal, secundario a cáncer colorrectal

Objetivo: investigar la calidad de vida vinculada a la salud (QRVS) de los pacientes con estoma intestinal secundario a cáncer colorrectal en Aracaju-Sergipe.
Método: fue utilizado un instrumento con tres partes: elementos sociodemográficos y clínicos, escala de calidad de vida de Flanagan (EQVF) y EORTC-QLQ-C30. Los resultados fueron: 38,9% tumor rectal, 33,3% colorrectal y 27,8% colon. El 83,3% tenía metástasis y el 16,7% no. El 72,2% tenía una colostomía permanente y el 27,8% temporal.
Resultados: la calidad de vida en general es regular, más baja para la recreación y más alta para las relaciones con otras personas. Para la EORTC QLQ-C30, la salud general promedio se considera pobre, debido a la presencia de metástasis, complicaciones del estoma, dolor e insomnio.
Conclusiones: esta valoración negativa se puede mejorar a través de una ubicación correcta de la adaptación del estoma, un abordaje psicológico adecuado, tratamiento especializado con el fin de buscar un nivel de satisfacción y/o adaptación que haga sentir "sano".

Palabras clave:

calidad de vida ; calidad de vida relacionada con la salud ; cáncer colorrecta ; estoma intestinal

Title:

Health-related quality of life in patients with intestinal ostomies secondary to colorectal cancer

Abstract:

Purpose: to assess health-related quality of life (HRQoL) in patients with intestinal ostomies secondary to colorectal cancer in Aracaju-Sergipe.
Methods: a three-part tool was used: socio-demographic and clinical components, Flanagan's Quality of Life Scale (QOLS) and EORTC-QLQ-C30. Findings were as follows: 38.9% rectal, 33.3% colorectal, and 27.8% colonic tumors. Metastases were present in 83.3%; no metastases were found in 16.7%. Colostomies were permanent in 72.2% and temporary in 27.8%.
Results: overall quality of life is poor; it appears lower for recreation and higher for relationship with others. According to EORTC QLQ-C30, mean general health is poor, due to metastases, ostomy complications, pain, and insomnia.
Conclusions: such a negative assessment could be improved by a right position for ostomy adjustment, appropriate psychological approach, specialized therapy  aimed at reaching a high satisfaction level and/or adjustment to make the patient feel "healthy".

Keywords:

quality of life; health-related quality of life; colorectal cancer; intestinal ostomy

Portugues

Título:

Calidad de vida relacionada con la salud de los pacientes con estoma intestinal de colorrectal, secundario a cáncer colorrectal

Resumo:

Objetivo: este estudo investigou a qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes com estoma intestinal secundário ao câncer cólon-retal na cidade de Aracaju-Sergipe.
Método: trata-se de estudo descritivo-exploratório, transversal, quantitativa, utilizando-se dados sócio-demográficos e clínicos, Escala de Qualidade de Vida de Flanagan (EQVF), e EORTC-QLQ-C30. A amostra constou de 18 pacientes atendidos no Centro de Oncologia Dr Oswaldo Leite. 38,9% apresentaram tumor de reto, cólon-retal 33,3% e cólon 27,8%. 83,3% apresentavam metástase e 16,7% não. 72,2% com colostomia definitiva e 27,8% provisória.
Resultados: a análise da QVRS indicou qualidade de vida geral regular, sendo a menor média para o domínio recreação e a maior, relações com outras pessoas. Para EORTC QLQ-C30, o estado geral de saúde foi considerado ruim, devido à presença de metástases, complicações do estoma, dor, insônia.
Conclusões: esta avaliação negativa da QVRS pode ser melhorada através de: correta localização do estoma, adaptação psicológica adequada, acompanhamento especializado ao paciente e familiar.

Palavras-chave:

qualidade de vida; qualidade de vida relacionada à saúde; câncer cólon-retal; estoma intestinal

Introdução

Com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, as neoplasias vêm ganhando cada vez mais importância no perfil de mortalidade do país, ocupando o segundo lugar como causa de óbito e configurando-se como um problema de saúde pública. Neste contexto o câncer de cólon e reto, encontra-se entre os dez primeiros tipos de câncer mais incidentes no Brasil, tanto no sexo masculino como no feminino (1).

A incidência de câncer no mundo cresceu 20% na última década. No mundo, espera-se para 2030, 27 milhões de casos novos de câncer. No Brasil, são esperados um total de 394.450 casos novos de câncer. 203.930 casos novos para o sexo masculino e 190.520 para o sexo feminino. Para o Brasil, no ano de 2014, esperam-se 15,44% dos casos novos de câncer do cólon e reto em homens e 15,33% em mulheres (2).

A história natural dessa neoplasia propicia condições ideais à sua detecção precoce. A pesquisa de sangue oculto nas fezes e métodos endoscópicos são considerados meios de detecção precoce para esse câncer, pois são capazes de diagnosticar e remover pólipos adenomatosos colorretais (precursores do câncer do cólon e reto), bem como tumores em estádios bem iniciais (2).

As alterações celulares que resultam da exposição da mucosa intestinal aos agentes cancerígenos inicialmente se manifestam por lesões inflamatórias inespecíficas. Se esta agressão é intensa e prolongada, levará ao desenvolvimento de displasias. Estas podem evoluir desde um grau leve até intenso e, finalmente, para o carcinoma in situ (3).

Uma das formas de controle do câncer é a cirurgia, e muita das vezes é necessário a confecção do estoma intestinal. Santos (4) considera o estoma como algo que modifica a imagem corporal, resultando em mutilação com alterações funcionais dos órgãos de eliminação com alterações anatômicas e principalmente comportamentais dos indivíduos. Desta forma,os indivíduos estomizados desenvolvem alterações de ordem física, psicológica e social que certamente influenciam na sua QVRS.

Existe uma ênfase crescente na avaliação QVRS de pessoas tratadas de câncer, decorrente de fatores como o avanço na detecção e tratamento da doença, as atitudes sociais mais otimistas, o aumento do número de sobreviventes, a preocupação com a autonomia e os direitos dos pacientes, o papel dos aspectos psicossociais, a extensão da sobrevivência, entre outros (5).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (6).

Na área da saúde a avaliação da qualidade de vida é referida como QVRS que de acordo com Fayers (7) é entendida como estado de saúde percebido e tem como objetivo principal avaliar o quanto a doença ou sintoma interferem na vida diária do paciente, ou seja, é a avaliação da QV dentro do contexto da saúde e doença.

Assim esta pesquisa, é uma parte da dissertação de Mestrado e tem como objetivo investigar a QVRS do paciente com estoma intestinal secundário ao câncer colon-retal.

Método

Trata-se de estudo descritivo-exploratório, na vertente quantitativa, optou-se pela entrevista com pacientes, utilizando-se instrumento contendo três partes: dados sócio-demográficos, Escala de Qualidade de Vida de Flanagan (EQVF) e instrumento de Qualidade de Vida proposto pela European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire (EORTC-QLC C30).

A coleta dos dados sócio-demográficos acerca do cliente aborda as variáveis: idade, sexo, estado civil, escolaridade, procedência, dados da patologia, estoma e complicações relacionados ao estoma.

A Escala de Qualidade de Vida de Flanagan inclui 15 componentes ou domínios, enquadrados em cinco dimensões: bem estar físico e material, relações com outras pessoas, atividades sociais, comunitárias e cívicas, desenvolvimento pessoal e realização e recreação. O range pontencial de EQVF pode variar de 6 a 90 pontos, os domínios podem variar de acordo com a quantidade de questões incluídas. Assim os domínios 1 e 3 possuem um range potencial de 2 a 12, o domínio 2 possui um range potencial de 4 a 24 e o domínio 5 de 3 a 18.

O EORTC QLQ-C30, inclui cinco escalas funcionais: função física, cognitiva, emocional, social e desempenho de papéis. Três escalas de sintomas: fadiga, dor, náuseas e vômitos. Uma escala de qualidade de vida e saúde global. Seis outros itens que avaliam sintomas comumente relatados por doentes com câncer: dispneia, falta de apetite-anorexia, insônia, constipação e diarreia. Escala de avaliação de impacto financeiro do tratamento e da doença. Os escores das escalas e das medidas dos itens individuais variam de 0 a 100, sendo que um alto valor do escore representa um alto nível de resposta. Ou seja, um alto escore para a escala funcional representa um nível funcional saudável, já um escore alto para a escala de sintomas/itens representa um alto nível de sintomatologia/problemas.

No período da coleta de dados, foram admitidos 3058 pacientes com câncer, destes, 75 apresentavam câncer de localização cólon-retal, foram selecionados 20 pacientes no período estabelecido, 02 foram excluídos, pois se recusaram. Portanto, a amostra constou de 18 pacientes com estoma intestinal secundária ao câncer de cólon e reto.

Local de estudo: Centro de Oncologia Dr Oswaldo Leite, localizado no interior do Hospital de Urgência Governador João Alves Filho, na cidade de Aracaju-Se. Possui 49 leitos, sendo 21 destinados ao atendimento de crianças e 28 a adultos.

Procedimentos para coleta de dados: após aprovação pela Diretoria de Saúde da Instituição, os pacientes foram selecionados de acordo com critérios de inclusão e exclusão e aplicados os formulários durante entrevista com pacientes.

Os critérios de inclusão foram: pacientes ostomizados secundários ao câncer cólon-retal, idade igual e/ou superior a 18 anos, residentes no estado de Sergipe.

Critérios de exclusão: pacientes com síndromes demenciais e/ou outras condições que os impeçam de compreender e responder aos questionários; pacientes sem seguimento/acompanhamento médico.

Resultados e Discussão

Os instrumentos para coleta de dados: EORTC e EQVF foram avaliados quanto a confiabilidade e consistência interna através do Coeficiente alfa de Cronbach utilizando-se SPSS, sendo considerada válida e confiável para a população estudada, conforme Tabelas 1 y 2.

O coeficiente alfa de Cronbach excedeu 0,70 em todas as escalas da EQVF, exceto o Domínio 2, sobre Relacionamento com outras pessoas, o que possibilita a sua utilização para a comparação entre grupos.

No questionário EORTC QLQ-C30 do total de nove escalas, cinco apresentaram coeficiente alfa de Cronbach acima de 0,70: função física, desempenho de pessoal, função emocional, fadiga e náusea e vômito. As escalas função cognitiva, função social, dor e estado geral de saúde apresentaram coeficiente menor que 0,70.

A Tabela 3 descreve as características sócio-demograficas dos pacientes entrevistados.
Os resultados mostraram que 38,9% dos entrevistados apresentaram tumor de localização retal, seguida de colon-retal 33,3% e colon 27,8%. Do total da amostra 83,3% apresentavam metástase e 16,7% não apresentavam; 72,2% possuíam colostomia definitiva e 27,8% colostomia provisória. Quanto ao tempo de estoma, 77,8% apresentaram menos de um ano de estoma e 22,2% mais de um ano de estoma. Dentre as complicações do estoma, 55,6% não apresentavam complicações e 44,4 % apresentavam, dentre elas: edema, deiscência, hemorragia, necrose, hérnia periestoma, prolapso, retração, estenose, granulomas e dermatite periestoma.

Pode-se inferir que a maioria dos entrevistados com metástase, também apresentavam colostomia definitiva, com menos de um ano de estoma, indícios de que a neoplasia foi diagnosticada em fase avançada da doença, tal fato é esperado entre a população com baixo nível de escolaridade e procedentes de área rural, pois possuem difícil acesso à informação e a um centro de oncologia especializado. Quando o câncer colon-retal é diagnosticado em fase avançada, as chances de se optar por uma cirurgia mais invasiva é muito maior do que aquelas diagnosticadas mais precocemente, ocasionando mais efeitos colaterais, interferindo na QVRS.
As medias encontradas na Tabela 4, indicam QVRS regular, sendo a menor no domínio recreação e a maior nas relações com outras pessoas. Infere-se portanto, a importância da família na continuidade do tratamento do paciente e da manutenção de uma rotina próxima a que desenvolvia antes, tanto em atividades domesticas quanto sociais.

A recreação foi bastante prejudicada devido à presença de imagem corporal alterada, onde o individuo sente vergonha em ter uma parte do intestino “exposta”, se afastam da sociedade por sentirem-se “estigmatizados” frente a algumas pessoas, preferindo manter-se em silencio acerca do estoma.

A Tabela 4 demonstra a média e desvio-padrão da EORTC QLQ C-30. Segundo este instrumento, a qualidade de vida geral foi considerada ruim. As baixas médias do estado geral de saúde e da qualidade de vida são explicadas pelo fato da média de sintomas se apresenta alta, e demais funções serem baixas, indicando qualidade de vida ruim. Relacionam-se também estes resultados com dados clínicos, como a presença de metástases, e complicações do estoma, além de nível socioeconômico, escolaridade, que compõem esta amostra.

Os sintomas: dor, náusea e vômito, insônia e perda de apetite apresentaram médias altas, indicando a presença dos mesmos.

Nossos dados corroboram com a pesquisa de Arndt et al (8), que encontraram  déficits nas funções emocionais e sociais além das limitações causadas pela fadiga, dispneia, insônia, constipação, diarreia e dificuldades financeiras, esses foram os principais fatores que influenciaram a QVRS dos pacientes com câncer coloretal e predominaram nos pacientes com menos de 60 anos de idade (Tabela 5).

Quando analisadas a relação entre as variáveis sócio-demográficas e clinicas e a QVRS, encontrou-se para a EQVF, pacientes do sexo feminino procedentes do estado de Sergipe, média superior a dos pacientes do sexo masculino, procedentes dos outros estados, relaciona-se este fato à cultura da amostra estudada, onde as mulheres têm menos preconceito ao abordarem assuntos relacionados à sua doença.

Percebe-se que os pacientes com menos de um ano de estoma apresentam maior atividade social, desenvolvimento pessoal e realização do que aqueles com mais de um ano de estoma, pois a maioria dos pacientes foram submetidos a confecção do estoma tardiamente, já com metástases e para fins paliativos. Estes dados corroboram com os da pesquisa de Michelone (9), que encontrou no domínio relações sociais, escores mais elevados entre os indivíduos operados há menos de um ano, porém, sem diferença estatisticamente significante.

Na análise do EORTC QLQ-C30 de acordo com as variáveis sócio-demograficas, a função física entre as pessoas casadas foi maior, indicando que as pessoas casadas apresentam menos dificuldades para desempenhar atividades físicas no domicilio ou fora dele, sugerindo a importância da presença da família. Estes dados também foram encontrados no estudo de Michelone (9), onde o grupo de estomizados obteve escores mais altos no domínio físico entre aqueles com companheiros, apesar de não ter encontrado diferença estatisticamente significante.

No sintoma dor, a presença desta, foi maior entre o grupo de pessoas viúvas e separadas, em relação aos casados. Infere-se neste resultado, novamente a importância da família e/ou amigos para amenizar os sintomas, neste caso, a presença da dor.

Na escala estado geral de saúde, foram estatisticamente significativos o sexo e complicações do estoma, com médias superiores entre aqueles do sexo masculino e com presença de complicações, demonstrando que os homens classificaram sua QVRS e saúde geral melhores do que as mulheres, encontrou-se também a influencia da presença de complicações no domínio Estado geral de saúde e Qualidade de vida.

Na escala dificuldades financeiras, a procedência e as complicações do estoma foram estatisticamente significantes, p= 0,24 e p= 0,015 respectivamente. Demonstrou-se maiores dificuldades financeiras dentre as pessoas procedentes da área rural e com complicações no estoma, já que as dificuldades dos moradores da área rural são maiores, no que se refere ao acesso ao tratamento de modo geral.

O estudo de Ramsey et al (10), também encontraram que a baixa renda estava associada a piores escores para dor, deambulação e bem estar social e emocional.  

No sintoma dispneia, a variável estatisticamente significante foi a presença ou não de metástase, com maior media entre aqueles com metástases. Já os sintomas fadiga, náusea e vômitos e constipação, apresentou como única variável estatisticamente significante o tempo de estoma.

Na escala função emocional, houve maior média entre aqueles com presença de complicações do estoma. Este resultado demonstra a influência da presença do estoma nas condições emocionais.

O estudo de Heather et al (11) demonstraram que todos os pacientes relataram alguma dificuldade com o estoma porém, não encontrou associação com a avaliação global da QV avaliada pelo  EORTC QLQ-C 30.

Conclusão

Os estudos acerca da qualidade de vida levam-nos a compreender a individualidade do cliente e ajudá-los a tomar a melhor decisão relacionada às opções acerca de seu tratamento. Buscar o melhor e mais adequado instrumento para se avaliar a QVRS do paciente com estoma intestinal secundário ao câncer colon-retal não é uma tarefa fácil, já que em vários instrumentos são detectados restrições para o estomizado. A escala de qualidade de vida de Flanagan apontou dados gerais acerca da qualidade de vida e o EORTC QLQ-C30 focalizou dados específicos.
A QVRS dos estomizados intestinais depende de vários fatores detectados na pesquisa: correta localização do estoma; adaptação psicológica adequada à nova mudança; existência de um acompanhamento profissional especializado durante todas as fases do internamento (estar disponível para ouvir, ensinar, ajudar); mas também de um apoio especializado no período pós alta hospitalar, onde o estomizado,  e/ou seus familiares possam recorrer sempre que lhe surjam duvidas ou problemas relacionados com a sua patologia. Esse apoio especializado deve ser oferecido por uma equipe de saúde capacitada para tal, já que cada indivíduo reage de uma forma diferenciada.

Portanto, esta nova condição “ser estomizado” e com câncer colon-retal coloca, para os profissionais da saúde, o objetivo de buscar conseguir um nível de satisfação e/ou adaptação à vida de cada paciente, que o faça se sentir “saudável”, sempre com abordagem familiar, social e profissional.

Bibliografía

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  9. Michelone APC. Qualidade de vida de adultos com câncer colorretal com e sem estoma. Dissertação (Mestrado). São Paulo: Escola de Enfermagem de São Paulo, Universidade de São Paulo; 2002.
  10. Ramsey SD, Andersen MR, Etzioni R, Moinpour C, Peacock S, Potosay A, Urban N. Quality of life in survivors of colorectal carcinoma. Cancer 2000; 86(6):1294-1303.
  11. Heather B, Neuman MD. Impact of temporary stoma on the quality of life of rectal cancer patients undergoing treatment. Ann Surg Oncol 2011; 18(5):1397-1403.