Impacto de uma intervenção educativa no conhecimento da população de risco sobre a doença renal Sección: Originales Cómo citar este artículo Menezes AF, Fontes ML, Correira MC, Santos DO, Andrade ICC, Dos Santos AD. Impacto de uma intervenção educativa no conhecimento da população de risco sobre a doença renal. Rev. iberoam. Educ. investi. Enferm. 2017; 7(2):13-20. Autores 1 Andreia Freire de Menezes, 2 Mírzia Lisboa Fontes, 2 Malena de Carvalho Correia, 3 Drielli de Oliveira Santos, 4 Lully Crislaine Cunha Andrade, 5 Allan Dantas dos Santos 1 Enfermeira. Doutoranda em Ciências da Saúde/UFS. Mestre em Ciências da Saúde Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Aracaju, Sergipe, Brasil. 2 Enfermeira, Lagarto, Sergipe-Brasil. 3 Nutricionista Lagarto, Sergipe-Brasil. 4 Graduanda em enfermagem Lagarto,Sergipe-Brasil5 Enfermeiro. Doutorando em Ciências da Saúde/UFS. Mestre em Biologia Parasitária Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Sergipe (UFS)Contacto:Email: deiamenezes1@hotmail.com Titulo: Impacto de uma intervenção educativa no conhecimento da população de risco sobre a doença renal Resumen Introducción: el estudio tiene como objetivo evaluar el impacto de una intervención educativa en el conocimiento de una población en riesgo de enfermedad renal crónica.Método: se trata de un estudio pre-experimental de tipo OXO, no aleatorizado, con observación antes y después de la intervención, desarrollado para la realización de actividades de difusión relacionadas con el proyecto de extensión educativa "¿Los riñones son así? La prevención y el diagnóstico precoz de la enfermedad renal". La encuesta se realizó en cuatro etapas: 1º, evaluación clínica y nutricional; 2º, un pre-test para evaluar los conocimientos de la población sobre la enfermedad renal; 3º, intervención educativa y 4ª, aplicación de un post-test para evaluar los conocimientos adquiridos. Todos los análisis estadísticos se realizaron mediante el programa BioEstat (versión 5.0).Resultados: participaron 51 individuos; 88,2% era mujer; la mayoría (37,3%) mayor o igual a 60 años de edad; 70,6% era una persona con hipertensión; 17,6% con diabetes, 94,11% tenía exceso de peso. Hubo una mejora significativa en el nivel de conocimiento después de realizar la intervención. Conclusión: la intervención educativa ha demostrado ser muy eficaz, como se evidenció en la adquisición de conocimientos por Palabras clave: insuficiencia renal crónica ; Educación para la Salud ; factores de riesgo Title: Impact of a new educational intervention on renal disease understanding in a high risk population Abstract: Introduction: we aimed at assessing the impact of an educational intervention on the knowledge of a population with a high risk for chronic kidney disease.Methods: this is an OXO type, non-randomized, pre-experimental study, based on a pre- post-intervention observation, that was carried out to implement diffusion actions related to the educational extension project "¿Los riñones son así? La prevención y el diagnóstico precoz de la enfermedad renal" (“How can kidneys be understood? Prevention and early diagnosis of kidney disease"). The survey included four steps:1st, clinical and nutritional assessment; 2nd, a pre-test to assess knowledge of people on kidney disease; 3rd, educational intervention; and 4th a post-test to assess acquired knowledge. All statistical analyses were performed with BioEstat software (version 5.0).Results: fifty-one participants were includes; 88.2% were women; most participants (37.3%) were 60-years old or older; 70.6% had high blood pressure; 17.6% diabetes, 94.11% overweight. A significant improvement in knowledge after the intervention was found. Conclusion: this educational intervention has proved very effective, as seen in knowledge acquisition by participants in post-test. Keywords: chronic renal insufficiency; health education; risk factors Portugues Título: Impacto de una intervención educativa sobre el conocimiento de la enfermedad renal en población de riesgo Resumo: Introdução: o estudo objetivou avaliar o impacto de uma intervenção educativa no conhecimento de uma população de risco sobre a doença renal crônica.Método: trata-se de um estudo pré-experimental do tipo OXO, não randomizado, com observação antes e após intervenção, desenvolvido durante realização de atividades de extensão vinculadas ao projeto de extensão “Seus rins estão bem? Prevenção e diagnóstico precoce da doença renal”. A pesquisa foi realizada em quatro momentos: 1º momento foi realizada uma avaliação clínica e nutricional; no 2º momento foi aplicado um pré-teste com o objetivo de avaliar o conhecimento da população acerca da doença renal ; no 3º momento, realizou-se uma intervenção educativa e no 4º momento, a aplicação de um pós-teste para avaliar conhecimento adquirido. Todas as análises estatísticas foram realizadas pelo programa BioEstat (versão 5.0).Resultados: participaram da pesquisa 51 indivíduos; 88,2% eram mulheres; a maioria (37,3%) com idade maior ou igual 60 anos; 70,6% hipertensos; 17,6% diabéticos, 94,11% apresentaram excesso do peso. Observou-se uma melhoria significativa no nível de conhecimento após realização da intervenção.Conclusão: a intervenção educativa demonstrou ser bastante eficaz, pois foi evidenciada a aquisição de conhecimento pela população comprovado pelo pós-teste. Palavras-chave: insuficiência renal crônica; Educação em Saúde; fatores de risco IntroduçãoA doença renal está associada a um quadro de progressiva e irrecuperável perda da função normal dos rins (1,2). Caracteriza-se por redução da taxa de filtração glomerular (TFG) com consequente elevação dos níveis séricos de ureia e creatinina, retenção de sódio e água, aumento dos níveis de fosfato, redução do cálcio e acidose. Entre as principais complicações desses desequilíbrios destacam-se: a anemia, hipertensão arterial, hiperpotassemia e doença óssea (3).O aumento da mortalidade por doença renal tem chamado a atenção das autoridades públicas. De acordo, com o censo de 2015 da sociedade brasileira de nefrologia, aproximadamente, 100 mil brasileiros faziam diálise, com taxa de 17.944 óbitos por ano (4-5).As principais causas de perda da função renal são a hipertensão arterial (35% das causas), diabetes mellitus (28,5%) seguidas das glomerulonefrites (11,5%). Considerando a população brasileira maior de 18 anos, 23% da população é hipertensa, 5,6% diabética, 18% fumante, 48% estão com excesso de peso e 16% são obesos (IMC>30 kg/m²). Todos estes são fatores de risco que contribuem para a perda da função renal (6,7).Por trás destes números estão alguns fatores determinantes que podem classificar grupos de risco para a doença renal, dentro desses grupos estão os diabéticos, hipertensos, pessoas com idade superior a 50 anos ou que tenham parentesco com portador de doença renal e usuários de medicações nefrotóxicas (7). A partir da identificação destes grupos, torna-se possível atuar na prevenção da doença renal por meio do controle dessas patologias de base, afim de evitar o desgaste diante do tratamento, que consiste em terapias renais substitutivas (TRS), classificadas em diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) ou transplante renal. Diante do conhecimento e identificação dos grupos de risco torna-se possível prevenir a doença renal e portanto, evitar suas complicações fisiológicas e psicológicas (9). Atividades educativas em saúde são importantes no que se diz respeito à doença renal, uma vez que esta condição e seu tratamento provocam modificações físicas e emocionais que requerem transformações no convívio social do paciente (8). Vale ressaltar a importância da equipe multidisciplinar atuante em processos educativos como tal, uma vez que a saúde não é competência de apenas de um especialista, mas uma tarefa multiprofissional e interdisciplinar (10). Após conhecer as condições clínicas e sociais da população estudada, o presente estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento sobre a doença renal da população predisponente por meio de uma intervenção educativa utilizando uma abordagem multidisciplinar.MétodosTrata-se de um estudo pré-experimental do tipo OXO, não randomizado, com observação antes e após intervenção. O estudo foi realizado em uma unidade básica de saúde em um município do estado de Sergipe durante arealização de atividades de extensão vinculadas ao projeto “Seus rins estão bem? Prevenção e diagnóstico precoce da doença renal”. Participaram da pesquisa 51 idosos, de ambos os sexos, mediante os seguintes critérios de inclusão estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (6): ser hipertenso e/ou diabético, ter histórico familiar de doença renal, apresentar IMC ? 30 mg/m² e referir hábitos de automedicação.A pesquisa ocorreu entre os meses de fevereiro a abril de 2015 e foi desenvolvida em quatro momentos: no primeiro momento, foi realizada uma avaliação clínica e nutricional dos participantes entre os dias 5 a 10 de fevereiro de 2015; o 2º momento, que consistiu na aplicação de um pré-teste (instrumento avaliativo do conhecimento dos indivíduos acerca da doença renal crônica), ocorreu no dia 12 de março de 2015; no dia 13 de marco de 2015, ocorreu o 3º momento da pesquisa através da realização de uma intervenção educativa; no 4º momento, um mês após a intervenção educativa, foi realizada a aplicação de um pós-teste. A aplicação do pré e pós-teste teve como objetivo avaliar o conhecimento adquirido pelos participantes a respeito da doença renal, seus fatores de risco e formas de prevenção através da intervenção educativa.A intervenção educativa ocorreu por ocasião do “Dia Mundial do Rim” no dia 13 de março de 2015, de curta duração e que privilegiou a educação participativa, as crenças, as opiniões e as necessidades de aprendizagem, bem como a interação entre os pesquisadores e população-alvo, e contou com a participação de alunos dos cursos de enfermagem e nutrição. A avaliação clínica foi uma etapa realizada para avaliar os valores da pressão arterial (PA), glicemia capilar e detecção de proteína na urina. Utilizaram-se esfigmomanômetro e estetoscópio para aferição da PA, glicosímetro para aferição da glicemia capilar e tiras para urianálise (Biocolor–Bioeasy®). A avaliação nutricional iniciou-se coma mensuração do peso, altura e circunferência da cintura. O peso e altura foram aferidos com o auxílio da balança e estadiômetro. O índice de massa corporal (IMC) foi calculado seguindo a relação entre peso corporal total (kg) e estatura (m²) e classificado segundo a World Health Organization (2000). A circunferência da cintura foi avaliada na distância média entre a última costela flutuante e a crista ilíaca, com fita métrica da marca cescorf, com precisão de 1 mm e utilizaram-se os pontos de corte proposto pela Organização Mundial de Saúde (2000). As medidas de peso, altura e circunferência da cintura, foram mensuradas conforme as técnicas propostas por Lohman, em 1988. Houve entrega de panfletos e oficinas voltadas para conhecimento da função renal; prevenção, sinais e sintomas, diagnóstico e consequências da doença, alimentação e hábitos de vida saudáveis como forma de promoção e prevenção.O pré e pós teste foi constituído por 10 perguntas abertas abordando os seguintes temas: estrutura e função renal; aspectos da doença renal, pressão arterial e glicemia capilar;fatores de prevenção da doença renal incluindo ingesta hídrica, prática de atividade física; alimentação saudável e exames de diagnósticos. Questão 1: Quantos rins o ser humano possui? Questão 2: Diga pelo menos uma função que o rim realiza. Questão 3: Diga o nome de pelo menos uma doença renal. Questão 4: Qual o valor da pressão normal? Questão 5: Qual o valor da glicemia capilar normal? Questão 6: Qual a quantidade de água que deve ser ingerida diariamente por uma pessoa? Questão 7: Diga pelo menos 2 fatores que ajudam a prevenir a doença renal. Questão 8: Diga pelo menos um benefício da prática da atividade física. Questão 9: Como deve ser a alimentação saudável? Questão 10: Quais exames são feitos para identificar a doença renal?Os dados foram apresentados de forma descritiva e comparativa, representado através de tabela. As informações obtidas foram confrontadas e submetidas à análise através dos métodos estatísticos apropriados utilizando o programa BioEstat (versão 5.0) possibilitando o levantamento de todos os dados catalogados durante o estudo.A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe CAAE: 31075214.6.0000.5546. Todos os sujeitos do estudo aceitaram participar da pesquisa por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A referente pesquisa cumpriu todas as exigências éticas regulamentadas pela resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).ResultadosA Tabela 1 apresenta as variáveis referentes ao perfil dos sujeitos da pesquisa.Todos os sujeitos selecionados para a pesquisa (n= 51) participaram de todas as atividades propostas e responderam aos pré e pós-testes, não havendo perdas durante os momentos do estudo. Observou-se uma maior prevalência de indivíduos na faixa etária acima de 60 anos (37,3%) e mulheres (88,2%).Quanto às condições clínicas dos pacientes constatou-se que 70,6% eram hipertensos e 17,6% eram diabéticos. Em relação ao estado nutricional, 94,1% apresentavam excesso do peso e 82,4% estavam com a circunferência abdominal aumentada; 15,7% apresentaram histórico familiar de doença renal e 39,2% tiveram a presença de proteína na urina.Os hábitos de vida foram analisados levando em consideração três elementos essenciais para compreensão do estilo de vida adotado pelo indivíduo que são: consumo de bebida alcóolica, tabagismo e a prática de atividade física. Nesse contexto, 29,4% dos entrevistados praticavam atividade física, 15,7% eram tabagistas e 11,8%consumiam bebidas alcóolicas.O resultado do pré e pós-teste aplicados estão descritos no Gráfico 1.O Gráfico 1 apresenta a distribuição dos escores obtidos pela amostra nos referidos momentos de avaliação. Na avaliação geral inicial, acertaram em média 49% (DP= 40) dos itens do questionário. Na avaliação final, a média de acerto dos itens foi de 80,6% (DP= 30). Houve diferença estatisticamente significativa (p= 0,002) entre os escores antes e após a intervenção educativa.DiscussãoEste estudo explorou o conhecimento da população de risco a respeito da doença renal e fatores predisponentes, uma vez que a falta de informação a respeito dessa patologia dificulta a prevenção, diagnóstico precoce e até mesmo o tratamento. Tal fato foi evidenciado em outro estudo que avaliou a competência e o déficit para o autocuidado do cliente com doença renal crônica, no qual notou-se que parte das pessoas do estudo mostravam desconhecer a hipertensão arterial como uma das causas da doença renal, outra parte mostrou desconhecer como tratar o diabetes mellitus, bem como desconheciam algumas das complicações da Doença Renal Crônica (DRC) e até mesmo as funções dos rins (7).A hipertensão arterial apresentou-se mais frequente na amostra estudada, quando comparada ao diabetes. A hipertensão prolongada e não controlada representa risco elevado de desenvolvimento de dano renal com estabelecimento da DRC, tal como o controle inadequado do diabetes desencadeia uma série de complicações, como a nefropatia diabética, complicação microvascular relacionada a essa doença (12-13).O IMC e a circunferência abdominal mostraram-se bastante alterados entre os participantes da pesquisa. Nesse contexto, ressalta-se que o excesso de peso se constitui em importante fator que aumenta o risco de desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão, dislipidemia, doença coronariana e acidente vascular cerebral (11). Dentre essas destacam-se a hipertensão e o diabetes, grandes percussores da DRC.A literatura mostra que a falta de tempo de realizar refeições no domicílio, o tipo de ocupação, uso de drogas lícitas e ilícitas, também são fortes elementos que contribuem no surgimento dos fatores de risco–DM, HA e obesidade para a doença renal (14-17).As estratégias pedagógicas de ensino-aprendizagem utilizadas para a construção do conhecimento sobre DRC na população de risco obtiveram êxito conforme demonstrado pelo maior porcentagem de acertos na maioria dos itens do pós-teste aplicado após a finalização da intervenção. Na avaliação inicial, a amostra apresentou um baixo índice de conhecimento. Após a intervenção houve melhora nos valores obtidos no questionário.Constatou-se que no pré-teste a maioria dos indivíduos estudados desconhecia assuntos básicos sobre o sistema renal, fatores de risco para a doença renal, aspectos nutricionais, doenças correlacionadas, dentre outros. Em um estudo onde foi investigado o conhecimento dos diabéticos a respeito da doença, das formas de tratamento e complicações, bem como o conhecimento dos mesmos relacionados ao autocuidado e controle glicêmico, concluiu que nem todos os diabéticos estavam adequadamente orientados sobre a doença, seus cuidados e possíveis complicações (18).Em outra pesquisa que objetivou avaliar o conhecimento do paciente renal crônico em tratamento sobre as modalidades dialíticas e terapias substitutivas, concluiu-se que a maior parte da população estudada apresentava um nível de conhecimento restrito ou mesmo insuficiente, a respeito da doença renal (19). Portanto, pode-se inferir que ainda existe um conhecimento deficiente das pessoas com relação à doença renal crônica, como também quanto aos seus fatores de risco, fato que torna preocupante a temática em questão.Pode-se entender que o baixo nível socioeconômico, relacionado com a baixa escolaridade, é capaz de desencadear o surgimento de doenças crônicas quando manipula fatores de risco ligados diretamente à saúde e qualidade de vida, no entanto ainda se sabe pouco sobre a associação entre essas duas variáveis. 20 Contudo, com relação à doença renal crônica, estudo afirma que o baixo nível socioeconômico pode relacionar-se ao surgimento dessa doença por meio da dificuldade de acesso aos serviços básicos de saúde e controle inadequado de fatores de risco como a hipertensão e diabetes (21).Faz-se importante ressaltar que a ausência de conhecimento sobre a doença renal e fatores associados, merecem notável atenção, uma vez que a conscientização das pessoas em geral constitui-se elemento fundamental para o controle e prevenção dessa condição crônica (21,22).No pós-teste, etapa posterior às atividades educativas, a população demonstrou melhora no conhecimento, o que acontece também em outros que envolvem atividades educativas, tais estudos revelam que atividades desse tipo contribuem para melhora do conhecimento da população. A exemplo desse fato, em pesquisa realizada que investigou, sob o olhar dos profissionais, a prática da educação em saúde na prevenção da doença renal crônica em portadores de diabetes e/ou hipertensão arterial, que as ações educativas contribuem para prevenção da DRC (23). Entretanto, é importante destacar que faz-se necessário que essas ações se realizem de forma correta e continuada, a fim de haja uma manutenção da informação (24).A explicação para tal fato justifica-se pela ação educativa desenvolvida. Desse modo, salienta-se a importância de ações, uma vez que atividades desse tipo são capazes de gerar impacto no conhecimento das pessoas, e de tal modo influenciar no controle de doenças, prevenir e retardar o surgimento de complicações agudas e crônicas, contribuindo para a promoção da qualidade de vida.A atividade educativa desenvolvida com o grupo de risco demonstrou ser bastante eficaz uma vez que a aquisição de conhecimento por parte da população pode ser evidenciado por meio de um pós-teste. A atuação de uma equipe multidisciplinar é de grande valiano desenvolvimento de atividades sócioeducativas, cada especialidade traz consigo sua particularidadeque em conjuntoacrescenta bastante na dinâmica da ação. Para que a doença renal ocorra são necessários alguns fatores para seu desenvolvimento, dessa forma, torna-se necessário prevenir e tratar adequadamente as doenças de base e hábitos de vida que podem comprometer a saúde do indivíduo. Nesse contexto, a educação em saúde é a base para o conhecimento e conscientização da necessidade de mudança.Conclusões finaisO nível conhecimento sobre doença renal crônica na população de risco foi aperfeiçoado pela realização da intervenção que abordou de forma específica conteúdos sobre prevenção, diagnóstico e controle. As estratégias ativas de ensino-aprendizagem demonstraram ser capazes de favorecer essa construção de conhecimento.Nesse sentido, a educação em saúde trata-se de uma ferramenta de promoção da saúde pautada na transmissão e reprodução de conhecimentos para a população e contribui de forma significativa no processo de aprendizagem. No entanto, a intervenção em saúde traz consigo desafios, os indivíduos precisam ser incentivados a participar do processo de educação que deve ser prático, dinâmico e com mecanismos de orientação e didática atrativos.Ações em saúde aumentam o conhecimento da população e podem transformar hábitos de vida e gerar um comportamento de adesão mas não identificam o indivíduo de maneira pontual e contínua. A falta de estímulo da autonomia de cada paciente e família na gestão do seu próprio cuidado, a falta metas negociadas por ambas as partes e de garantia de acompanhamento são fatores limitantes deste tipo de intervenção, caracterizando-se assim como uma ação isolada e independente. A maior fragilidade deste tipo de ação está em não identificar as limitações do indivíduo que dificultam a adesão às orientações adquiridas e não conhecer o contexto social ao qual o indivíduo encontra-se inserido. Bibliografía Sociedade Brasileira de Nefrologia. Insuficiência renal. São Paulo. 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