A escrita de casos em problem based learning: uma experiência no ensino de enfermagem Sección: Opinión Cómo citar este artículo Matos Rodrigues e Silva MJ, Pereira Vilaça SP, Araujo Martins C, Vieira Carvalho de Oliveira CC. A escrita de casos em problem based learning: uma experiência no ensino de enfermagem. Rev. iberoam. Educ. investi. Enferm. 2015; 5(2):58-64. Autores 1 Maria José Matos Rodrigues e Silva, 2 Simão Pedro Pereira Vilaça, 3 Cristina Araujo Martins, 4 Cláudia Cristina Vieira Carvalho de Oliveira 1 Mestre em Ciências de Enfermagem; Doutoranda em Enfermagem. Professora Adjunta, Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, Portugal. 2 Doutor em Estudos da Criança. Professor Adjunto, Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, Portugal.3 Doutora em Enfermagem. Assistente, Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, Portual. 4 Doutora em Ciências da Enfermagem. Assistente, Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, Portual.Contacto:Email: mjsilva@ese.uminho.pt Titulo: A escrita de casos em problem based learning: uma experiência no ensino de enfermagem Resumen Introdução: Problem-Based Learning (PBL) é uma estratégia de ensino-aprendizagem ativa. A aprendizagem é motivada pela resolução de problemas. Estes surgem da análise e discussão em grupo de um caso elaborado pelo professor. Este artigo é o resultado de uma experiência de escrita de casos por ocasião da utilização do PBL.Objetivos: registo da experiencia de escrita de casos de modo a que possa ser útil a futuras práticas pedagógicas similares. Metodologia: é descrito o processo de escrita de casos a par de uma breve análise dos aspetos que facilitaram a sua utilização.Resultados: pensamos que a escrita de casos na metodologia PBL é uma prática pedagógica que melhor responde às necessidades de formação em enfermagem. Palabras clave: escrita de casos; problem-based learning; ensino de enfermagem ; escrita de casos ; problem-based learning ; ensino de enfermagem Title: Case presentation in Problem Based Learning: An experience in nursing learning Abstract: Purpose: problem Based Learning (PBL) is a strategy for active learning. Learning is promoted through problem solving based on analysis and group discussion on a case presented by the teacher. The present article is based on the experience of cases presentation writing by using PBL.Objectives: to report the experience in writing case presentations in a way that can be useful for similar future teaching practices.Methods: the process for writing case presentation is described, together with a short analysis of the features that help to facilitate its use.Results: the authors suggest that writing case presentation for PBL method is the teaching practice most suitable for teaching needs in nursing.Conclusion: writing case presentation for PBL was a real challenge to implement such a method, and was mainly overcame through the work of the whole teaching team. Keywords: case presentation writing; problem-based learning; nursing learning; case presentation writing; problem-based learning; nursing learning Portugues Título: La escritura de casos en Problem Based Learning: una experiencia en la enseñanza de la enfermería Resumo: Introducción: el Problem Based Learning (PBL) es una estrategia de enseñanza activa. El aprendizaje es motivado por la resolución de problemas que surgen del análisis y discusión en grupo de un caso propuesto por el profesor. Este artículo es el resultado de una experiencia de escritura de casos a través del uso del PBL.Objetivos: registro de la experiencia de la escritura de casos de forma que pueda ser útil para futuras prácticas pedagógicas similares.Metodología: se describe el proceso de la escritura de casos así como un breve análisis de los aspectos que facilitaron su utilización.Resultados: los autores consideran que la escritura de casos en la metodología PBL es la práctica pedagógica que mejor responde a las necesidades de formación en enfermería.Conclusión: la escritura de casos en PBL es un desafío en la implementación de esta metodología, superado, sobre todo, por el trabajo llevado a cabo por el equipo docente. Palavras-chave: escritura de casos; problem-based learning; enseñanza de la enfermería; escritura de casos; problem-based learning; enseñanza de la enfermería IntroduçaoAtualmente, a profissão de enfermagem obriga o desenvolvimento prévio de competências e habilidades de modo a que os estudantes sejam capazes de dar uma resposta adequada à complexidade dos processos de cuidados. Consequentemente, a prática docente torna-se um constante desafio e obriga a que os professores se envolvam no processo de ensino-aprendizagem de forma a garantir uma formação de qualidade.Este artigo refere-se a uma experiência pedagógica inovadora, pela utilização da metodologia Problem Based Learning (PBL), que decorreu no âmbito da Unidade Curricular (UC) de Enfermagem de Saúde da Criança e do Adolescente, do 3º ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem, da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, no ano letivo 2010-2011. É nosso propósito descrever esta experiencia, particularmente no que se reporta à escrita de casos, certos que poderá ser útil a futuras práticas pedagógicas similares.O casoO caso é a descrição de uma determinada situação da vida real, por um ou mais observadores. Em Problem Based Learning (PBL) o caso é discutido e analisado em pequenos grupos de estudantes. A divisão em pequenos grupos facilitou o acompanhamento de proximidade com o professor, facilitador da aprendizagem, o incentivo ao estudo individual e a discussão em grupo e, por outro lado, a perceção das diferentes reações dos estudantes ao uso desta metodologia. Estes aspetos são importantes para a revisão sistemática das estratégias pedagógicas necessárias para garantir o alcance dos resultados de aprendizagem previstos para esta unidade curricular (UC).O resultado deste trabalho em grupos - identificação dos problemas e levantamento de hipóteses para a resolução do caso, é apresentado e discutido em sala de aula, sob a orientação de um professor. É a partir deste processo recorrente, de questionamento constante e de procura de explicação para a realidade, que o estudante vai construindo o conhecimento necessário para dar uma resposta adequada à complexidade dos processos de cuidados.Não existem soluções certas ou erradas. Entendendo-se que toda a teoria é necessariamente uma simplificação da realidade, um bom caso deve incorporar a realidade em todas as suas dimensões contraditórias, pelo que se presta a várias interpretações e explicações. Esta estratégia ajuda os estudantes a identificarem problemas de enfermagem complexos a partir de múltiplas perspetivas. No entanto, eles poderão sentir-se tentados a basear as suas interpretações em emoções em vez de racionalizarem o problema.Um caso é por natureza multidisciplinar, ainda que se centre numa área temática específica. Os professores elaboram o(s) caso(s) de modo a integrar os conteúdos programáticos da UC e outros conhecimentos e experiências de anos anteriores dos estudantes. O uso de casos em PBL obriga ao cumprimento de algumas normas gerais de aplicação: o caso é apresentado aos estudantes por escrito, sob a forma de uma narrativa; formulam-se questões que obrigam os estudantes a explorar ideias importantes e problemas relacionados com o caso; os estudantes trabalham o caso em pequenos grupos; os estudantes desenvolvem o seu trabalho em sala, sob a orientação de um professor; é necessário proceder a outras atividades paralelas à discussão do caso, como por exemplo, a procura de informação adicional, pesquisa em bases de dados e bibliográfica (1).A construção de casos deve ter em atenção as características dos atores envolvidos neste processo: o estudante e o professor. O estudante é, geralmente, uma pessoa disposta a adquirir conhecimentos que trás consigo uma bagagem única de experiencias, sentimentos, hábitos e valores que o levam a interpretar os fenómenos de uma maneira singular dando maior ou menor relevância a uns ou outros aspetos, imprimindo o seu estilo próprio na análise e desenvolvimento do caso. O professor é, geralmente, uma pessoa que promove, guia e acompanha o processo de aprendizagem seguindo este método e, como o estudante, é influenciado pela sua história de vida, pelo ambiente, pela sua experiencia profissional e pelo contexto formativo. Apesar de ser quem apresenta o caso e motiva a discussão é também alguém em aprendizagem. A sua condição de professor e, consequentemente, de avaliador, não pressupõe que domine todo o conhecimento relacionado com o caso. A sua atitude deve ser de participante e de interdependência dos outros atores. Ambos são importantes para a qualidade deste processo.Planeamento da construção do casoO caso é escrito com o objetivo de ser o pretexto para que a discussão em grupo se desenvolva. Assim, não deve conter em si teorias e descrição de procedimentos ou orientações de boas práticas e, para além disto, pode ou não ter toda a informação necessária. Esta decisão é feita a partir dos objetivos de aprendizagem definidos para cada caso. A ausência de alguma informação incentiva o questionamento e a necessidade de procura de mais informação. Posteriormente esta informação pode ser disponibilizada pelo professor de modo faseado ou apenas acrescentar a informação que considera necessária. Esta opção pode proporcionar a participação ativa dos estudantes ou, pelo contrário, os estudantes justificarem a sua pacificidade perante o caso por não terem a informação necessária. Por outro lado, se de início for disponibilizada toda a informação sobre o caso, poderemos proporcionar aos estudantes o desenvolvimento da capacidade de decisão sobre a importância dos dados, facilitando-se, assim, a equação dos diferentes problemas e consequente levantamento de hipóteses para a sua resolução (2). Esta decisão geralmente tem melhor adesão por parte dos estudantes quando estes já tiveram experiências anteriores desta metodologia. Em qualquer das situações, o professor que faz a tutoria do trabalho desenvolvido pelos estudantes deve lembrar-lhes que na vida real é impossível conhecer tudo acerca de um acontecimento de vida das pessoas.Na nossa experiencia de PBL, os casos foram redigidos de modo a garantir que integravam os conteúdos de maior relevância para a prática de enfermagem e tendo em atenção as situações clínicas mais comuns em pediatria e saúde infantil. Um dos nossos objetivos para a utilização do PBL foi a preparação dos estudantes para a prática em Ensino Clínico em contextos de pediatria e de cuidados de saúde primários. Construímos quatro casos que foram trabalhados pelos estudantes de forma a que desenvolvessem competências e habilidades no sentido do mais simples para o mais complexo.Antes de iniciar a escrita do caso propriamente dito, é útil desenhar um plano com os temas a abordar. Este plano é uma forma de organizar a informação e escolher a que consideramos mais relevante. É necessário ler e reler e só depois dá-se início à redação, a qual poderá a qualquer momento ser revista e alterada (Ogliastri, 2007). A redação final só ficou concluída depois da discussão em grupo pelos docentes que participaram na lecionação desta UC.O professor terá, ainda, de assegurar que os objetivos de aprendizagem sejam atingidos ao longo do trabalho de tutoria que desenvolve com os estudantes. Assim, ele deve questionar-se sobre os objetivos pedagógicos do caso; sobre o que poderão os estudantes aprender em termos de habilidades, atitudes e conceitos; sobre as diferentes aprendizagens pelos diferentes estudantes. Depois deste questionamento, deverá redigir as questões para cada etapa do processo, que orientarão o desenvolvimento do caso e as possíveis respostas pelos estudantes, de modo a preparar-se adequadamente para o trabalho de tutoria.Redação do casoO primeiro parágrafo de um caso é decisivo. Os estudantes devem ficar motivados, desde o início, de modo a sentirem interesse em conhecer toda a história. Trata-se de um pequeno parágrafo introdutório que serve para informar sobre o contexto e o tema chave do caso e incitar a curiosidade e interesse dos estudantes. Vejamos o nosso exemplo:Numa Unidade de Saúde Familiar de um Agrupamento de Centros de Saúde do concelho de Braga está implementado o Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, existindo um total de 3960 crianças e jovens inscritos. A enfermeira de família Fátima tem um total de 523 agregados familiares, com 670 crianças.Também é importante que no último parágrafo se faça um breve resumo e se apresentem pontos chave para incentivar a discussão. Estes aspetos permitirão orientar a discussão em sala de aula e a síntese conclusiva proferida pelo professor (Ogliastri, 2007).Você faz parte desta USF e ficou agora com este agregado familiar. Vai realizar uma consulta de enfermagem de saúde infantil ao Diogo, dia 5 de Novembro de 2010, às 11 horas. Para tal deve estar bem informado sobre quais os objetivos da saúde infantil e sobre o seu papel enquanto enfermeiro na vigilância da saúde infantil.Para orientar esta sessão em sala pode, ainda, ser utilizada a estratégia de apresentação de questões orientadoras para a discussão do caso:Imagine-se a/o enfermeira/o de referência desta criança/família no serviço de pediatria do hospital de Guimarães.1.Quais as informações relevantes que detém para analisar a situação? Que outra informação seria necessário obter?2.Quais os focos que identifica potencialmente sensíveis para a intervenção dos enfermeiros?3.Quais os diagnósticos que considera serem prioritários para a saúde da criança e família? Explicite a “atividade diagnóstica”.4.Que instrumentos e recursos bibliográficos utilizou para sustentar o seu trabalho?O caso deve incluir, ainda, um guia para o professor orientar os estudantes a partir de uma base uniforme e coerente de conceitos centrais, considerados essenciais para a fundamentação das possíveis soluções do caso. Este guia deve ser construído a par da redação do caso pois ajuda a evidenciar os objetivos de aprendizagem e os conteúdos do tema. Deve, ainda, orientar a discussão do caso em sala de aula e ser reavaliado e ajustado sempre que pertinente, conforme os exemplos de la Tabela 1.Resumidamente, o guia deve conter a seguinte informação: a) resumo do caso, b) lista dos temas que abrange, c) objetivos de aprendizagem de cada sessão, d) processo previsto para a discussão em sala de aula, e) perguntas para a discussão, f) respostas possíveis para estas preguntas, g) informação adicional que possa ser útil ao professor.Para a redação de um caso precisamos ainda de ter em consideração os seguintes aspetos:Apresentar o assunto de forma clara, sem ambiguidades – a compreensão do enunciado é uma das principais dificuldades sentidas pelos estudantes, pelo que a sua clarificação deve ser uma prioridade;Identificar o tipo de problema que pretendemos seja resolvido pelos estudantes e relacioná-lo com o tipo de método que pretendemos seja percorrido para a sua resolução;Identificar quais são os objetivos que pretendemos sejam atingidos com este trabalho – competências e resultados de aprendizagem;Identificar quais os conhecimentos prévios que os estudantes precisam mobilizar;Identificar os critérios de avaliação - aspetos a valorizar ao longo e no final do trabalho – indicadores de resultado e de processo (1).Em PBL o mais importante deveria ser o processo de resolução enquanto gerador de novas aprendizagens, ainda que às vezes façamos crer aos estudantes que um problema está bem resolvido quando se obtém o resultado.Recomendações a partir da experiência em PBLImporta mais o caminho do que a meta.Mais vale qualidade do que quantidade – é preferível abordar a resolução de poucos casos e fazê-lo em profundidade do que muitos de forma superficial. Assim, os casos devem ser representativos dos conteúdos teóricos a integrar, tratados ao longo do programa, e dos resultados de aprendizagem que pretendemos que os estudantes atinjam.Menos teoria e mais casos – os casos não podem existir à margem da teoria, no entanto, estamos certos de que a teoria só será integrada efetivamente pela resolução de casos, e, por outro lado, ajudam os estudantes a tomarem consciência do interesse prático da teoria.Os enunciados devem ser acompanhados de ajudas teóricas ou pistas que contribuam para o avanço na resolução dos casos, sobretudo no início do curso ou da disciplina, de modo a que os estudantes não “encalhem” o processo pela falta de um pequeno aspeto teórico.A complexidade é variável – os casos disponibilizados aos estudantes devem ir evoluindo quanto ao grau de complexidade.Variedade de marcos teóricos e de casos – é importante que os estudantes percebam que não existe um marco teórico para cada caso e que podem vir a necessitar de integrar diferentes teorias apenas para a resolução de um mesmo caso.Utilizar um método de orientação que permita que cada estudante seja capaz de resolver o caso - método individualizado, apesar de o trabalho ser desenvolvido em grupo. Os diferentes resultados e processos desenvolvidos pelos grupos de estudantes devem, ainda, ser apresentados em contexto de turma, para serem discutidos e analisados.Não existe apenas uma solução para a resolução de um caso e não existem receitas mágicas. Todos os processos devem ser planeados, fundamentando cada decisão para a resolução do caso.Objetivos do uso desta metodologiaNo planeamento da Unidade Curricular onde desenvolvemos o PBL tivemos como objetivos: i) proporcionar o desenvolvimento da capacidade de pensar criticamente e de concetualização dos cuidados de enfermagem; ii) formar enfermeiros capazes de encontrar, para cada caso particular, uma solução especializada, individualizada e adaptada ao contexto social; iii) capacitar os estudantes para a resolução de um problema do domínio de enfermagem, do ponto de vista profissional, isto é, teoricamente fundamentado, identificando as particularidades de cada caso, propondo um plano de intervenção para a resolução dos problemas e de avaliação de resultados; iv) criar contextos de aprendizagem que facilitem a construção e reconstrução do conhecimento a partir da comparação constante entre as divergências que ocorrem no grupo, a busca em diferentes fontes teóricas e as soluções encontradas; e v) desenvolver competências relacionais, nomeadamente de escuta, comunicação, empatia e solidariedade.Considerações finaisA complexidade e a diversidade dos cuidados de enfermagem obriga a preparar enfermeiros(as) que, para além da formação em enfermagem e em outras ciências, saibam pensar criticamente. Pensamos que é cada vez mais importante o desenvolvimento do pensamento crítico e de capacidades de análise e avaliação da informação disponível. Também a American Association of Collages of Nursing, citado por Billings e Halstead (3), considera que, para além de uma base sólida de conhecimentos teóricos, a capacidade de resolução de problemas baseada na análise crítica é fundamental para a enfermagem do séc. XXI, que integra a capacidade de saber discriminar e sintetizar informações relevantes para tomar decisões na prática de cuidados, de forma adequada. O pensamento crítico ajuda, igualmente, a melhorar a capacidade de prestar cuidados centrados no cliente, em qualquer área da saúde, mas principalmente na de enfermagem. Ainda é frequente, em muitas instituições de saúde, os cuidados estarem sobretudo centrados nas necessidades dos profissionais ou das instituições. Este novo foco desafia as atitudes, o conhecimento e as competências dos enfermeiros. Uma das maiores habilidades exigidas é a capacidade de resolver problemas em colaboração com os clientes. Para prestar cuidados centrados no cliente, os enfermeiros precisam de ter uma postura baseada no pensamento crítico e habilidades na utilização de abordagens lógicas/analíticas e intuitivas/criativas para resolver problemas (4). Esta abordagem tornou-se central e o fundamento da prática de cuidados de enfermagem pediátrica e de outros profissionais de saúde, o que obriga a repensarmos as práticas docentes no ensino de enfermagem. Estamos certos que a PBL é a estratégia pedagógica que mais se adequa a uma formação que se pretende de qualidade e orientada para os desafios que se impõem à enfermagem enquanto profissão e disciplina. A nossa experiencia de PBL foi uma vivência que criou oportunidades para refletir mais profundamente sobre a natureza, o processo e a finalidade do ensino de enfermagem e uma fonte rica de introspeção e de conhecimento. Bibliografía Palacios F. Resolución de problemas. In: Salomé J, editor. Novos enfoques no ensino universitario. Vigo: Formación e Innovación Educativa da Universidade de Vigo; 2008. p. 163-89.Ogliastri E. Casos sobre casos: experiencias con métodos de discusión en clase. Bogotá: Universidad de Los Andes; 2007.Billings D, Halstead J. Teaching in Nursing: a guide for faculty. Philadelphia: Elsevier Saunders; 2012.Snyder L, M. S. Teaching Critical Thinking and Problem Solving Skills. The Delta Pi Epsilon Journal. 2008;L(2):90-9.